O descolamento de retina é uma das emergências mais graves da oftalmologia. Ele ocorre quando a retina, camada responsável por captar as imagens no fundo do olho, se separa das estruturas que a mantêm nutrida e funcional. Quando isso acontece, as células da retina deixam de receber oxigênio e nutrientes, e a visão pode ser comprometida de forma rápida e, em alguns casos, irreversível se não houver atendimento imediato. Por isso, reconhecer os sintomas precocemente é essencial para salvar a visão.
A retina é uma fina camada localizada no fundo do olho, responsável por transformar a luz em sinais enviados ao cérebro. O descolamento ocorre quando essa camada se separa da parede ocular, geralmente por uma ruptura ou tração. Entre as principais causas estão:
– Envelhecimento ocular;
– Alto grau de miopia;
– Traumas nos olhos;
– Cirurgias oculares prévias;
– Histórico familiar;
– Doenças da retina.

Segundo a Dra. Letícia Schemberger Schafranski (CRM/PR – Oftalmologia | Retina Clínica e Cirúrgica), o tempo de atendimento é determinante para o prognóstico. “O descolamento de retina é uma condição em que cada hora faz diferença. Quanto mais rápido o paciente é atendido, maiores são as chances de recuperação visual e de preservação da retina.”, explica a especialista.
Sintomas que exigem atenção imediata
O descolamento de retina geralmente não causa dor, o que faz com que muitos pacientes demorem a procurar atendimento. No entanto, os sinais visuais são claros. Os principais sintomas incluem:
– Surgimento súbito de “flashes” de luz (fotopsias);
– Aumento repentino de moscas volantes;
– Sensação de “cortina” ou sombra avançando no campo de visão;
– Visão embaçada ou distorcida;
– Perda parcial da visão lateral;
– Escurecimento progressivo da visão.
Ao perceber qualquer um desses sinais, o paciente deve procurar atendimento oftalmológico imediatamente.
Quem tem maior risco?
Alguns grupos apresentam maior predisposição ao descolamento de retina:
– Pessoas com alta miopia;
– Idosos;
– Pacientes que já passaram por cirurgia de catarata;
– Pessoas que sofreram trauma ocular;
– Indivíduos com histórico familiar da doença.
Nesses casos, o acompanhamento oftalmológico regular é ainda mais importante.

Como é o tratamento?
O tratamento do descolamento de retina é cirúrgico na maioria dos casos e depende da gravidade e da extensão do problema. As principais opções incluem: – Retinopexia pneumática (injeção de gás no olho); – Laser em casos iniciais; – Vitrectomia (cirurgia para reposicionar a retina); – Implantes de banda de silicone na esclera em situações específicas. O objetivo do tratamento é reposicionar a retina e evitar danos permanentes à visão.
O tempo é decisivo
Quanto mais cedo o descolamento for tratado, maiores são as chances de recuperação visual. Casos em que o descolamento atinge a região central da retina (mácula) podem ter pior prognóstico, principalmente se o tratamento for tardio. Por isso, qualquer sintoma suspeito deve ser considerado uma urgência médica.
É possível prevenir?
Nem todos os casos podem ser prevenidos, mas o risco pode ser reduzido com:
– Consultas oftalmológicas regulares;
– Controle do grau elevado de miopia;
– Proteção ocular contra traumas;
– Atenção a sintomas visuais repentinos;
– Avaliação preventiva da retina em grupos de risco.

Agende sua avaliação
Se você percebeu flashes de luz, aumento repentino de moscas volantes ou sensação de sombra na visão, procure atendimento imediatamente no Hospital de Olhos de Guarapuava. Nossa equipe especializada em retina está preparada para diagnóstico rápido, exames de alta tecnologia e tratamento adequado para preservar a sua visão. No descolamento de retina, agir rápido pode fazer toda a diferença!
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Conteúdo informativo produzido pelo Hospital de Olhos de Guarapuava. As informações não substituem a consulta médica. Para diagnóstico e orientação adequados, agende uma avaliação com um oftalmologista.

Responsável Técnico: DR DANILO ARAÚJO MICHELETTO – CRM 27017/PR | RQE 2971
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