Visão embaçada, dificuldade para dirigir à noite e maior sensibilidade à luz estão entre os sinais que podem indicar catarata. Saiba quando é importante buscar uma avaliação oftalmológica!
Enxergar ficou mais difícil? As letras parecem menos nítidas? Dirigir à noite se tornou desconfortável por causa dos faróis? Esses sinais podem parecer parte natural do envelhecimento, mas também podem indicar uma condição bastante comum: a catarata.
A catarata acontece quando o cristalino, a lente natural do olho, perde progressivamente sua transparência. Com isso, a passagem da luz é prejudicada e a visão pode ficar embaçada ou menos nítida.
Embora seja mais frequente com o avanço da idade, a catarata não deve ser encarada simplesmente como uma consequência inevitável do envelhecimento. Quando começa a interferir nas atividades do dia a dia, é hora de procurar um oftalmologista.

Um dos sinais mais comuns é perceber que a visão está menos nítida, como se houvesse uma espécie de “névoa” diante dos olhos. No início, a alteração pode ser discreta e muitas pessoas acabam se acostumando com ela. Com a evolução da catarata, entretanto, a perda de qualidade visual tende a ficar mais evidente.
Dirigir no período noturno pode se tornar mais difícil, principalmente por causa da sensação de ofuscamento provocada por faróis e outras fontes de luz. A pessoa pode perceber que precisa de mais atenção para enxergar placas, pedestres ou obstáculos durante a noite.
Outro sinal possível é o aumento da sensibilidade à luminosidade. Luzes que antes eram confortáveis podem passar a incomodar, principalmente em ambientes muito iluminados ou durante a condução de veículos à noite.
A catarata também pode alterar a percepção das cores. Objetos que antes apresentavam cores fortes e bem definidas podem parecer mais apagados ou amarelados.
Quando o grau dos óculos parece mudar com frequência ou a correção que funcionava anteriormente deixa de proporcionar uma boa visão, é importante investigar a causa.
Nem toda mudança de grau significa catarata, mas uma avaliação oftalmológica pode identificar se existe alguma alteração no cristalino ou outra condição ocular.
Ler um livro, enxergar letras pequenas, utilizar o celular ou realizar trabalhos manuais pode se tornar mais difícil. Em alguns casos, a pessoa percebe que precisa de mais iluminação para realizar atividades que antes fazia com facilidade.
Talvez esse seja o sinal mais importante. Quando a alteração visual começa a interferir no trabalho, na leitura, na direção, nas atividades domésticas ou no lazer, é importante procurar um oftalmologista.

“A catarata costuma evoluir de forma progressiva e, muitas vezes, o paciente vai se adaptando à perda visual sem perceber o quanto sua qualidade de vida foi afetada. A avaliação oftalmológica é importante para identificar o estágio da doença e definir o melhor momento para o tratamento.”, explica o Dr. Danilo Araújo Micheletto – CRM 27017/PR | RQE 2971, especialista em tratamento clínico e cirúrgico de doenças da retina, vitrectomia, injeções intravítreas e catarata.
Sim. Quando a catarata passa a comprometer significativamente a visão e as atividades do paciente, o tratamento é cirúrgico. A cirurgia consiste na retirada do cristalino que perdeu sua transparência e na implantação de uma lente intraocular, que passa a exercer a função da lente natural do olho. A escolha da lente intraocular e da técnica utilizada depende das características de cada paciente, do estado dos olhos e das necessidades visuais individuais.
Não necessariamente. Antigamente, era comum esperar a catarata “amadurecer” para realizar a cirurgia. Atualmente, a decisão é muito mais individualizada. O momento adequado depende principalmente de quanto a catarata está interferindo na vida do paciente, além da avaliação médica.

“Hoje não precisamos esperar que o paciente perca grande parte da visão para indicar a cirurgia. O mais importante é avaliar o quanto a catarata está interferindo na rotina e nas necessidades de cada pessoa. Quando a qualidade visual deixa de ser satisfatória mesmo com a melhor correção possível, podemos discutir o tratamento cirúrgico.”, orienta o Dr. Rafael Victor Mierzwa – CRM 43235/PR | RQE 32217, especialista em glaucoma clínico e cirúrgico, glaucoma congênito, catarata e neuroftalmologia.
A cirurgia de catarata está entre os procedimentos mais realizados na oftalmologia e as técnicas modernas permitem procedimentos cada vez mais precisos e seguros. No entanto, como acontece com qualquer procedimento cirúrgico, é fundamental realizar uma avaliação pré-operatória completa e seguir corretamente todas as orientações do oftalmologista. A indicação da cirurgia, o tipo de lente intraocular e o planejamento do procedimento devem ser individualizados.
A catarata pode evoluir lentamente e, justamente por isso, muitas pessoas demoram para procurar ajuda. Se você percebeu que sua visão está mais embaçada, tem dificuldade para dirigir à noite, está mais sensível à luz ou sente que os óculos já não proporcionam a mesma qualidade visual, não espere a visão piorar para procurar um especialista.
Uma avaliação oftalmológica pode identificar a catarata e também investigar outras possíveis causas para a alteração visual.
A visão participa de praticamente todas as atividades do nosso dia a dia. Por isso, alterações visuais não devem ser simplesmente atribuídas à idade.
Se você percebeu alguma mudança na sua visão, procure um oftalmologista.
No Hospital de Olhos de Guarapuava, você encontra equipe especializada, exames, tecnologia e estrutura para a avaliação e o tratamento das principais doenças oculares.
Cuide da sua visão. Não espere ela piorar para procurar ajuda.
Hospital de Olhos de Guarapuava
Completo para te ver bem.
Conteúdo informativo produzido pelo Hospital de Olhos de Guarapuava. As informações não substituem a consulta médica. Para diagnóstico e orientação adequados, agende uma avaliação com um oftalmologista.

Responsável Técnico: DR DANILO ARAÚJO MICHELETTO – CRM 27017/PR | RQE 2971
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